“India”, o Calendário Pirelli 2027, apresentado em Nova Delhi

POR SØLVE SUNDSBØ, RAGHU RAI E AVANI RAI
Nova Delhi, 23 de outubro de 2026 – O Calendário Pirelli 2027, com a Índia como protagonista, foi apresentado hoje em Nova Delhi. Para retratar um país moldado por tradições milenares e por um forte impulso em direção ao futuro, o projeto — agora em sua 53ª edição — reúne, pela primeira vez em sua história, três fotógrafos que oferecem diferentes perspectivas sobre o país.
A visão de Sølve Sundsbø, que também fotografou a edição de 2026, se une à de Raghu Rai, o mestre da fotografia indiana que faleceu em abril de 2026, e à de sua filha, Avani Rai, que assumiu o legado do pai e deu continuidade ao projeto após sua morte. O resultado é um diálogo que conta uma história de pessoas e lugares, beleza, memória e o presente.
“Feche os olhos e pense na Índia. O que você vê? Talvez uma cor, um rosto, uma rua movimentada, uma paisagem, um ritual. Mas a Índia nunca é uma única coisa. É um país em que diferentes tempos, tradições e realidades coexistem, onde o antigo e o contemporâneo aparecem na mesma imagem”, afirma Sølve Sundsbø. “Não achei que eu poderia tentar representar a Índia em toda a sua complexidade. Eu não tinha o direito de fazer isso. Deixei para Raghu e Avani Rai a tarefa de capturar a essência mais profunda do país. Optei, em vez disso, por focar em retratos de mulheres indianas extraordinárias, brincando com as texturas das roupas, com as cores e os contrastes”.
Raghu Rai fotografou a Índia de 1965 em diante, documentando sua vida pública e privada por mais de sessenta anos. Para o Calendário Pirelli 2027, ele havia decidido combinar imagens de seu próprio arquivo com faces da Índia contemporânea. Rai trabalhou no projeto até sua morte em abril de 2026; depois, sua filha Avani decidiu continuar seu trabalho, seguindo uma abordagem profundamente pessoal. Ela retirou do estúdio as fotografias de arquivo de Raghu, tanto as publicadas quanto as inéditas, e as colocou de volta nas ruas de Delhi e Mumbai, ao lado das pessoas que vivem nesses lugares hoje. Assim, pessoas, arquitetura, movimento, luz e rituais entram na fotografia, onde as cidades se tornam uma presença viva dentro das imagens. “Meu pai pertencia à rua. É por isso que peguei a ideia em que ele estava trabalhando e a levei de volta às ruas, em meio às pessoas que ele fotografou durante a vida toda”, afirma Avani. “Dei um passo para trás, espiritualmente e literalmente. Eu fico por trás dele”, ela explica. Avani selecionou fotografias tiradas por Raghu muitos anos atrás e voltou para alguns dos lugares onde elas haviam sido tiradas, posicionando-se em um ângulo diferente do ponto de vista original de seu pai e fotografando, ao mesmo tempo, a imagem de Raghu e o espaço que a envolve atualmente.
A fotografia original permanece intacta, mas se torna parte de uma composição mais ampla em que diferentes tempos e realidades coexistem. “O passado sempre continuará a existir no presente”, afirma Avani. “Ele está em tudo, nas nuances”.
Sundsbø retratou nove mulheres com laços com a Índia, entre o Forte Jaigarh, em Jaipur, e Ajabgarh, no Rajastão. “Para mim, a chave para o Calendário são as pessoas”, ele afirma. “Queríamos retratar uma variedade de personagens: há os poetas, músicos, arquitetos, modelos e atrizes”. O elenco inclui as atrizes Aditi Rao Hydari e Avantika Vandanapu; a atriz e produtora Freida Pinto; a musicista e compositora Anoushka Shankar; a poetisa e performer Rupi Kaur; as modelos Lakshmi Menon e Bhavitha Mandava; a atriz, produtora e apresentadora Padma Lakshmi; e a própria Avani Rai, que aparece tanto atrás da câmera quanto na frente das lentes de Sundsbø.
O trabalho de Avani toma forma entre a atmosfera das ruas da Velha Delhi, onde as tradições continuam vivas – como no mercado de flores, as vielas lotadas e a escola – e a face mais contemporânea de Mumbai, onde as indústrias da moda e do cinema se encontram. A cidade definida pelo horizonte de uma megalópole, pelos locais frequentados pelos jovens, de coberturas de arranha-céus ao vilarejo de pesca. Envolvendo cerca de 130 pessoas – incluindo pessoas comuns, jovens, dançarinos, performers, modelos, artesãos, sua própria mãe e Ranveer Singh, a celebrada superestrela indiana – Avani Rai traz ao presente a vida que continua a se desenvolver ao redor das fotografias do pai.
Fotografado entre maio e setembro, o Calendário Pirelli 2027, apresentado em uma caixa com dois compartimentos separados, contém um total de 36 fotografias: 18 de Sølve Sundsbø e 18 de Raghu e do projeto de Avani Rai.
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Entrevista com Sølve Sundsbø
Depois do Calendário Pirelli 2026 dedicado aos elementos, o que o levou a voltar sua atenção para a Índia para a edição de 2027?
A Índia é um lugar de extraordinária riqueza cultural, humana e criativa. Desde o início, foi essencial para mim trabalhar ao lado de alguém que a conhecia intimamente. Colaborar com Raghu Rai, que dedicou muito de sua vida retratando a Índia por meio de suas lentes, foi um privilégio. Gosto de pensar que esse Calendário nasceu justamente do encontro de diferentes perspectivas: a minha, focada em pessoas e suas histórias, e a de Raghu – e depois de Avani, que levou o projeto adiante – capaz de capturar e transmitir a mais autêntica alma do país.
Como você construiu o elenco para esta edição do Calendário?
Eu quis juntar mulheres da Índia, ou com raízes indianas, que deixaram sua marca em suas respectivas áreas de atuação. O resultado é um grupo de nove protagonistas, cada uma com uma história única para contar.
Como você escolheu os locais para a sessão?
Um dos aspectos mais complexos foi encontrar um lugar que poderia evocar a riqueza e a diversidade da Índia sem presumir representá-la em sua totalidade. Eu olhei imagens de várias localidades e considerei vários cenários, mas o Forte Jaigarh, em Jaipur, no Rajastão, imediatamente se destacou como a escolha ideal. Era exatamente o lugar que precisávamos: um lugar onde atmosferas, luz e arquitetura muito diferentes coexistem no mesmo espaço. A riqueza visual tornou possível criar diferentes imagens mantendo a forte coerência narrativa.
Como você descreveria a linguagem visual deste Calendário?
Essas são imagens construídas ao redor de cor, luz e contraste. Há tecidos luminosos, flores flutuando em superfícies de água que parecem espelhos, cores intensas e as sombras projetadas pela geometria da pedra. Cada retrato tem sua própria identidade e nasceu de um encontro entre a pessoa fotografada e o ambiente ao redor.
Você tentou capturar a essência da Índia por meio dessas imagens?
Isso seria impossível. A Índia é muito vasta, complexa e em constante mudança para ser contida em uma simples definição ou uma série de imagens. É uma realidade tão rica em estímulos e referências que o trabalho real está em retirar, simplificar, entender o que deixar de fora do enquadramento, bem como o que incluir nele.
O que essa experiência deixou em você?
Ela me fez querer explorar a Índia com muito mais profundidade. Eu já havia visitado antes, mas sinto como se estivesse viajando para lá a vida inteira pela minha imaginação. É um daqueles lugares que ficam gravados no fundo da mente das pessoas. E quando você finalmente chega lá, tudo o que havia imaginado ganha vida de uma forma surpreendente.
Entrevista com Avani Rai
Avani, o que trabalhar neste Calendário significou para você?
Foi uma jornada incrivelmente pessoal e emocionante. Meu pai, Raghu Rai, estava trabalhando no projeto havia vários meses antes de falecer. Eu senti uma profunda responsabilidade de levá-lo adiante, mas também uma necessidade de encontrar meu próprio caminho para isso. Pegar a câmera após seu falecimento foi um dos momentos mais significativos para mim. Eu comecei procurando por mim mesma e por ele e, nesse processo, encontrei uma forma de honrar o que ele o que ele começou sem deixar de ser fiel à minha visão de mundo. Ele sempre acreditou que a imitação jamais poderia te levar além do original. O que ele me deixou foi algo muito mais profundo: olhar para o mundo com um coração caloroso, um olhar aberto, dignidade e respeito, e levar adiante seu legado com elegância.
Qual foi a ideia que seu pai havia desenvolvido?
Ele havia imaginado trazer o passado e o presente à conversa por meio de seu arquivo fotográfico. A ideia dele era criar retratos de estúdio diante de uma seleção de suas fotos que nunca foram publicadas, permitindo que diferentes momentos de tempo coexistam no mesmo quadro.
Como você levou o projeto adiante?
Percebi que, para mim, honrar seu legado significava olhar além das fotografias em si e tentar entender sua forma de enxergar. Meu pai pertencia à rua, em meio às pessoas que ele fotografou durante a vida toda. Então eu levei a ideia que ele havia desenvolvido para fora do estúdio e devolvi suas fotos aos lugares onde elas foram feitas. Suas fotos originais, nunca publicadas, seguiram intactas no enquadramento, e eu fiquei por trás dele, quase o tornando invisível, conforme eu fotografava o mundo de hoje tomando forma ao redor de suas imagens. Fazendo isso, eu quis juntar as muitas realidades que compõem a Índia, onde casta, classe, gênero, comunidade, texturas, expressões, beleza e intensidade coexistem. O passado e o presente habitam o mesmo quadro, cada um retendo sua própria vida, mas ainda assim se tornando parte de um todo maior.
Quais locais você escolheu?
Nós voltamos aos lugares em Delhi que meu pai amava e fotografou ao longo da vida. Com a ajuda de seu motorista de longa data, Nandan, nós refizemos suas rotas por mercados, vizinhanças históricas, ruas lotadas e ao longo do Yamuna. Ele sempre foi atraído pela transformação das cidades, particularmente pelas coisas que corriam risco de desaparecer.
Em Mumbai, mudamos para um diferente ritmo de cidade, de sua arquitetura contemporânea e espaços habitados pelos jovens até seus bairros mais antigos e comunidades pesqueiras. O que me interessou em ambas as cidades foi a coexistência de diferentes mundos, normalmente a poucas ruas de distância um do outro. São lugares em mudança constante, mas que ainda carregam muito do passado com eles.
As pessoas também têm um papel central no projeto.
Absolutamente. Meu pai fotografava pessoas de todas as origens, religiões, idades e profissões com a mesma curiosidade e dignidade. Ele nunca separava o extraordinário do comum. Um músico, um artesão, uma criança na rua ou uma dançarina podiam todos fazer parte do mesmo quadro. Ele tinha uma habilidade extraordinária de reconhecer como realidades diferentes podiam coexistir, sem que uma diminuísse a outra. Eu queria que esse senso de humanidade e coexistência permanecesse no coração deste projeto.
Como foi trabalhar com Sølve Sundsbø?
Havia um diálogo constante entre Sølve e eu, mas também com meu pai e as ideias que ele havia deixado para trás. Embora ele não estivesse mais fisicamente presente, seu trabalho fazia parte de cada decisão que eu tomava. De certa forma, parecia que havia três artistas na sala: dois de nós fisicamente presentes e um que continuava presente por meio de suas fotografias.
Você disse que, por meio da fotografia, continua encontrando seu pai. O que você quer dizer com isso?
Quando olho pelo visor, o mundo parece desacelerar. Vivemos em uma época em que imagens são produzidas constantemente, em que a tecnologia avança mais rápido do que nunca e a vida raramente faz pausas. Para mim, a câmera me convida a fazer exatamente isso: esperar pelo extraordinário no meio do comum, algo que aprendi com meu pai. Nessa espera, encontro um silêncio absoluto, mesmo quando há caos ao meu redor. É nesse silêncio que começo a ter uma conversa com ele. Há um instinto visceral, um salto no meu coração, quando sei que o momento chegou. E eu clico. É aí que encontro meu pai, na desaceleração, nesse período de espera.
Ele nunca me ensinou a fotografar. Ele me ensinou algo muito mais fundamental: como estar presente no mundo ao meu redor. Observar, esperar e seguir aberta ao que possa acontecer. Ele me ensinou que uma fotografia não pode ser forçada; é preciso estar presente quando a vida se revela. Acho que é isso que continuo buscando e o que sempre me faz voltar a ele.
História do Calendário Pirelli
“The Cal”™ nasceu como um projeto exclusivo da Pirelli UK Ltd, a subsidiária inglesa do Grupo, que trabalhava com ampla autonomia. Na realidade, foram os ingleses que, em busca de uma estratégia de marketing para superar a concorrência doméstica de outras fabricantes britânicas de pneus, em 1964 contrataram um fotógrafo – o inglês Robert Freeman, retratista dos Beatles – para dar vida, sob a direção de Derek Forsyth, a um projeto totalmente inovador para a época. O resultado foi um produto editorial refinado e exclusivo, cujos valores artísticos e culturais logo foram muito além do campo da moda e do glamour.
Desde então, “The Cal”™ continua a marcar o passar dos meses, oferecendo — por meio das imagens dos fotógrafos mais aclamados do momento — uma leitura e uma interpretação da sociedade e seus costumes, muitas vezes antecipando novas tendências.
De 1964 a 2026, com algumas interrupções ao longo dos anos, foram publicadas 53 edições do Calendário Pirelli, realizadas por 43 fotógrafos.
As quatro vidas do The Cal™
A história do Calendário Pirelli pode ser dividida em quatro períodos distintos:
- A primeira década, de 1964 a 1974, seguida por uma longa pausa na publicação (durante nove anos) devido à recessão econômica;
- A segunda década, de 1984 a 1994, que começa com o renascimento do Calendário e o retorno gradual aos holofotes;
- De 1994 a 2015, entre dois séculos, quando o “The Cal”™ se firmou como um objeto cult, capaz de ditar tendências;
- Desde 2016 até hoje, anos em que o Calendário, sempre antecipando tendências, capta novas sensibilidades relacionadas às mudanças culturais e estéticas.
§ A década de 1964 a 1974
Os anos da juventude de “The Cal”™ foram marcados pelo crescente sucesso dos Beatles, do rock e da minissaia, mas também pelos protestos dos estudantes e pela mobilização pacifista contra a Guerra do Vietnã. O Calendário se emancipou da sua vocação inicial de gadget corporativo para os principais clientes e tornou-se um objeto exclusivo destinado a poucos destinatários.
As modelos são, em sua maioria, jovens novatas, fotografadas em praias exóticas e cenários naturais entre os mais sugestivos e exclusivos. Mas, de vez em quando, a verdadeira vocação do Calendário — ao mesmo tempo estética e cultural — transparecia nas imagens brilhantes: “The Cal”™ aspirava a se tornar um símbolo dos tempos em transformação. Assim, em 1968, Harri Peccinotti se inspira nos poemas de Elizabeth Barrett Browning, Allen Ginsberg e Ronsard; no ano seguinte, o mesmo fotógrafo se recusa a “posar” as modelos, preferindo “roubar” as fotos nas praias ensolaradas da Califórnia; e em 1972, pela primeira vez, o Calendário foi fotografado por uma fotógrafa mulher, Sarah Moon, que quebrou alguns tabus de sua época.
O fim das publicações, anunciado em março de 1974, despertou na mídia britânica e internacional um alvoroço muito maior do que o lançamento – sinal evidente do crescente sucesso do Calendário Pirelli, que continuou vivo na década seguinte em uma série de livros, coleções e antologias publicados em diferentes idiomas. O volume mais famoso sobre os dez anos do “The Cal”™ foi publicado em 1975, com um prefácio nostálgico de David Niven.
§ A década de 1984 a 1994
Com esse cenário, em 1984 começou o tão esperado renascimento do Calendário. Foi liderado pelo novo diretor de arte, Martyn Walsh, que, para retornar às origens, inseriu nas fotografias uma “citação” discreta, quase subliminar, do principal produto do Grupo: o pneu.
Nas praias das Bahamas, ao lado das belas modelos fotografadas para o Calendário 1984 por Uwe Ommer, aparece uma marca que muitos acharam misteriosa: é a banda de rodagem do pneu P6, o mais recente lançamento da Pirelli. Uma sombra leve, um desenho apenas esboçado, mas onipresente, uma alusão à tecnologia que permeia nossa época.
Em 1987, Terence Donovan criou o primeiro Calendário inteiramente dedicado à beleza negra: entre as protagonistas, uma Naomi Campbell em início de carreira, com apenas 16 anos. No ano seguinte, em 1988, Barry Lategan inseriu pela primeira vez um protagonista masculino em uma “vitrine” tradicionalmente reservada às mulheres. Em 1990, Arthur Elgort realizou o primeiro Calendário Pirelli totalmente em preto e branco, dedicado às Olimpíadas e à diretora alemã Leni Riefenstahl.
Em 1993, mais uma vez na virada da década e após uma mudança de liderança na cúpula do Grupo, ocorre um importante ponto de virada. A comunicação da Pirelli se impõe internacionalmente com campanhas publicitárias de grande sucesso (a mais famosa sendo a do velocista Carl Lewis com sapatos vermelhos e salto alto) e o Calendário se torna uma das ferramentas-chave para comunicar a imagem renovada do Grupo. A direção artística do Calendário é transferida para a sede em Milão e decide-se abandonar qualquer referência ou citação aos pneus. “The Cal”™ volta, assim, a ser ele mesmo: pura expressão artística, sem restrições ou condicionamentos exceto os do estilo e do bom gosto. Afinal, o “P Longo” é uma marca internacional que não se identifica com uma única família de produtos, mas evoca um amplo espectro de valores e significados – acima de tudo a inovação contínua e a busca pela excelência – que sempre foram fonte de inspiração para o Calendário também.
§ De 1994 a 2015
Em 1994, Herb Ritts inaugurou a nova temporada do “The Cal”™ com um desfile excepcional de top models: Cindy Crawford, Helena Christensen, Kate Moss e Karen Alexander. Seu calendário, intitulado Uma Homenagem às Mulheres, buscou registrar em imagens “as mulheres dos anos 90 e seu lugar no mundo: mulheres orgulhosas e sedutoras, belas por dentro”. A partir de então, o talento criativo dos fotógrafos e o charme das modelos tornam-se, ainda mais do que antes, os pilares do sucesso do Calendário Pirelli. Assim, fortalece-se o vínculo com o mundo da moda e do glamour: para as estrelas das passarelas, uma foto no “The Cal” equivale a uma consagração, e a competição entre as jovens novatas torna-se cada vez mais acirrada.
Entre as protagonistas mais glamourosas das últimas edições do século estiveram Christy Turlington e (novamente) Naomi Campbell em 1995 (fotografada por Richard Avedon); Carré Otis, Eva Herzigova e Nastassja Kinski em 1996 (fotografada por Peter Lindbergh); Inés Sastre e Monica Bellucci (a primeira modelo italiana a figurar) em 1997. Em 1998, Bruce Weber também dedicou algumas fotos a estrelas masculinas do cinema e da música, como Robert Mitchum, John Malkovich, Kris Kristofferson, B.B.King e Bono; Alek Wek e Laetitia Casta são as mulheres emblemáticas do Calendário de 1999 de Herb Ritts e de 2000 de Annie Leibovitz.
O século XXI começa com um Calendário Pirelli realizado em Nápoles por Mario Testino, tendo Gisele Bündchen e Frankie Rayder entre as protagonistas. Na edição de 2002, aparecem várias atrizes e duas netas famosas: Lauren Bush (17 anos, neta de George Bush sênior) e Kiera Chaplin (neta do grande Charlie).
O elenco de 2003, novamente de Bruce Weber, foi particularmente rico: incluiu três presenças italianas (Mariacarla Boscono, Eva Riccobono e Valentina Stilla) ao lado de famosas top models como Sophie Dahl, Heidi Klum, Karolina Kurkova e Natalia Vodianova e, novamente, personalidades masculinas do mundo do cinema e do esporte (Alessandro Gassman, Stephane Ferrara, Richie La Montagne).
A edição de 2004, que comemorou o 40º aniversário do Calendário, concentrou-se nos sonhos e desejos de mulheres famosas como Catherine Deneuve e Isabella Rossellini e contou com a criatividade tecnológica do fotógrafo Nick Knight. O Calendário de 2005 é de Patrick Demarchelier, que em seu “O espírito do Brasil” retrata modelos do calibre de Naomi Campbell e jovens novatas como Adriana Lima nas praias ensolaradas de Ipanema e Copacabana.
A edição de 2006 foi realizada pela experiente dupla anglo-turca Mert e Marcus no cenário sugestivo dos anos 60 da Costa Azul, estrelando mulheres de beleza e sensualidade extraordinárias como Jennifer Lopez, Kate Moss e Gisele Bündchen. 2007 foi o ano das estrelas: foram escolhidas cinco das mais conhecidas e apreciadas atrizes de Hollywood: Sophia Loren, Penelope Cruz, Hilary Swank, Naomi Watts e a promissora Lou Doillon, fotografadas pela dupla holandesa Inez e Vinoodh na Califórnia.
A edição de 2008 por Patrick Demarchelier, que assinou pela segunda vez uma edição do “The Cal”™, foi a primeira a ser fotografada no continente asiático. Ambientado inteiramente em Xangai, tem um elenco que é uma mistura entre o Ocidente e o Oriente e conta com a atriz chinesa Maggie Cheung e a top model Doutzen Kroes entre as protagonistas.
Em 2009, foi a vez do Botswana, onde o renomado artista Peter Beard fotografou modelos de renome internacional como Daria Werbowy, Lara Stone e Mariacarla Boscono. Beard, que viveu no Quênia por trinta anos, é um dos maiores intérpretes mundiais do mistério e do fascínio da África. A edição de 2010 foi confiada ao fotógrafo americano Terry Richardson, famoso enfant terrible conhecido por seu estilo provocativo e transgressor, que retrata garotas provocantes e despreocupadas como Miranda Kerr, Lily Cole, Rosie Huntington e Ana Beatriz. O Calendário de 2011 teve a assinatura do gênio criativo de Karl Lagerfeld, artista, esteta e figura multifacetada. Em seu estúdio em Paris, Lagerfeld criou “Mythology”, um calendário que reflete sua paixão pelas lendas e mitos da mitologia greco-romana, com uma mistura de intérpretes masculinos e femininos incluindo os modelos Baptiste Giabiconi e Brad Kroenig e a atriz Julianne Moore. A edição de 2012 foi confiada a Mario Sorrenti, que escolheu a Córsega para criar “swoon”, o êxtase capturado pelas imagens, com um elenco excepcional incluindo Milla Jovovich, Kate Moss e Isabeli Fontana.
O autor da edição 2013 do “The Cal”™ é Steve McCurry, um dos mais famosos fotojornalistas do mundo, que – por meio das fotos para a Pirelli – contou a história da transformação social e econômica do Brasil. As protagonistas, nunca retratadas nuas, têm em comum o seu empenho em apoiar organizações não governamentais, fundações e projetos humanitários. Entre elas, a atriz brasileira Sônia Braga, a cantora Marisa Monte, as modelos Adriana Lima, Petra Nemcova e Summer Rayne Oakes. O Calendário 2013 combina a cultura, a economia e a paisagem brasileira com o elemento humano, tendo como cenário as favelas dos bairros históricos do Rio de Janeiro.
Em 2014, para marcar os 50 anos do Calendário Pirelli, foi decidido publicar as fotos que Helmut Newton havia tirado em 1985, mas que, por várias razões, nunca haviam sido divulgadas.
A partir do ano seguinte, 2015, o Calendário novamente tomou um novo rumo. Muitos dos temas que eram frequentemente insinuados nas várias edições passam a ser os protagonistas da narrativa dos fotógrafos. Meisel introduziu um tema de extrema atualidade, o das modelos “curvy” (Candice Huffine), abrindo de fato uma nova temporada para a estética do Calendário.
§ De 2016 até hoje
A edição de 2016 iniciou uma nova era para o Calendário Pirelli, que embarcou num processo gradual de mudança. Ano após ano, “The Cal”™, sempre antecipando tendências, adotou novas sensibilidades culturais e estéticas, retratando a beleza por meio de visões muito diferentes.
O primeiro passo foi dado por Annie Leibovitz, que para o Calendário de 2016 decidiu representar 13 mulheres escolhidas pelo sucesso alcançado nas mais diversas caminhadas da vida. Diante de sua câmera, posaram desde a campeã de tênis Serena Williams até a cantora Patti Smith, da performer e musicista Yoko Ono até a crítica e escritora Fran Lebowitz. Entre elas também estavam a presidente emérita do MoMa, Agnes Gund, a blogueira Tavi Gevinson e a presidente do fundo de investimento Ariel Investments, Mellody Hobson.
No ano seguinte, o testemunho passou para Peter Lindbergh que, num momento em que os principais meios de comunicação mundiais retratam as mulheres como embaixadoras da perfeição e da juventude, propôs e defendeu uma beleza diferente – mais real e verdadeira, por vezes imperfeita, mas capaz de emocionar. Daí o título do Calendário de 2017, “Emotional”, fotografado com 14 atrizes internacionais, entre elas Nicole Kidman, Helen Mirren, Penelope Cruz e Uma Thurman. Com a edição de 2017, o mestre alemão se torna o único fotógrafo a ter sido chamado para criar o Calendário Pirelli três vezes, depois de 1996, fotografado na Califórnia, no deserto de El Mirage, e 2002, realizado nos estúdios da Paramount Pictures, em Los Angeles.
Em 2018, foi a vez de Tim Walker, que escolheu representar “Alice no País das Maravilhas” com um elenco composto por 18 personalidades, entre emergentes e consagradas, incluindo Naomi Campbell, Whoopi Goldberg e RuPaul. Alice foi interpretada pela modelo Duckie Thot, cuja história pessoal – filha de refugiados sudaneses que se mudaram para a Austrália – a torna a reencarnação ideal da Alice moderna, heroína sem raízes e símbolo de inquietação.
As aspirações e os sonhos das mulheres voltam a ser protagonistas no Calendário de 2019. Albert Watson intitulou seu Calendário “Dreaming”, buscando representar, por meio de quatro pequenos filmes, as histórias de quatro mulheres empenhadas em alcançar seus objetivos. As imagens não são apenas “retratos”, mas imagens cinematográficas que exploram as mulheres protagonistas e a visão delas: Gigi Hadid, Misty Copeland, Julia Garner e Laetitia Casta.
Para o Calendário de 2020, o tema foi as muitas facetas da figura feminina. O fotógrafo foi Paolo Roversi e o título, “Looking for Juliet”, uma revisitação fotográfica da tragédia shakespeariana. Nove mulheres interpretam Julieta, uma figura simples mas ao mesmo tempo complicada, ingênua mas tão apaixonada a ponto de tirar a própria vida por amor. Roversi explora a complexidade do universo feminino por meio da busca pela “Julieta” presente em cada mulher. Em uma única figura coexistem beleza, força, ternura e coragem, atitudes que emergem dos gestos, das palavras, dos sorrisos, das lágrimas e dos olhos das protagonistas, entre elas Emma Watson, Claire Foy, Rosalía, Indya Moore e Kristen Stewart.
O Calendário Pirelli 2021 não foi publicado devido à emergência sanitária do coronavírus. Após a suspensão devido à pandemia, a edição de 2022 — que também marcou os 150 anos da Pirelli — retornou com as fotos de Bryan Adams em “On The Road”, que imortalizou a vida dos artistas em turnê. O tema que também está presente na música de mesmo nome que o músico canadense compôs para o Calendário, que foi incluída em um de seus álbuns.
No Calendário de 2022, os músicos revivem todos os momentos de suas turnês: da tensão antes da apresentação às pausas entre os ensaios e os shows, das longas viagens de uma cidade a outra à solidão em um quarto de hotel. São experiências vividas pelo próprio Bryan Adams que, pela primeira vez na história do Calendário, não foi apenas fotógrafo, mas também parte do elenco, ao lado de figuras como Iggy Pop, Cher, St. Vincent, Grimes e Rita Ora.
Para a edição de 2023, Emma Summerton criou “Love Letters to the Muse”, um calendário que reúne 28 fotos de 14 modelos retratadas com o estilo onírico que caracteriza o trabalho da fotógrafa australiana. Seu calendário revisita o significado original da palavra Musa: alguém com talento na literatura, na ciência e na arte. O Calendário de Emma Summerton, quinta mulher a fotografar “The Cal”™, é uma celebração de mulheres extraordinárias: escritoras, fotógrafas, poetisas e diretoras.
Em 2024 veio “Timeless”, o Calendário assinado pelo artista visual ganês Prince Gyasi, um dos mais jovens artistas convidados a assumir o “The Cal™”. Gyasi escolheu imortalizar figuras que, para ele, são capazes de deixar uma marca duradoura e inspirar as gerações futuras, entre elas Sua Majestade Otumfuo Osei Tutu II, rei do histórico Império Ashanti, na África Ocidental.
Em 2025, “Refresh and Reveal”, assinado pelo fotógrafo estadunidense Ethan James Green, marcou um retorno contemporâneo à sensualidade e à busca pela beleza – revelada também através do corpo – o que caracterizou o Calendário desde sua concepção.
A edição de 2026, do fotógrafo norueguês Sølve Sundsbø, explorou a conexão entre o ser humano e a natureza através dos “Elements”. As onze protagonistas são retratadas como encarnações simbólicas dos elementos naturais – terra, ar, fogo e água – mas também de forças mais intangíveis, como energia, éter e luz.
A edição de 2027 coloca a Índia no centro das atenções e, pela primeira vez na sua história, reúne três fotógrafos. A visão de Sølve Sundsbø, que também fotografou a edição de 2026, é acompanhada pelas de Raghu Rai e sua filha Avani Rai, que assumiu o legado do pai após sua morte, em abril de 2026, e deu continuidade ao projeto. O resultado é um diálogo que entrelaça uma narrativa sobre pessoas e lugares, beleza, memória e o presente.
Calendário Pirelli: fotógrafos, locais e protagonistas
1964- Robert Freeman em Maiorca, Espanha
Jane Lumb, Sonny Freeman Drane, Marisa Forsyth
1965 – Brian Duffy em Monaco e na Costa Azul, Sul da França
Pauline Dukes, Annabella, Virginia, Pauline Stone, Jeannette Harding
1966 – Peter Knapp em Al Hoceima, Marrocos
Shirley Ann, Sue
1967 – não publicado
1968 – Harri Peccinotti em Djerba, Tunísia
Ulla Randall, Elisa Ngai, Pat Booth, Jill La Tour
1969 – Harri Peccinotti em Big Sur, Califórnia, Estados Unidos1970
Francis Giacobetti em Paradise Island, Bahamas
Alexandra Bastedo, Anak, Pegga, Paula Martine
1971 – Francis Giacobetti na Jamaica, Grandes Antilhas
Caileen Bell, Angela McDonald, Kate Howard, Christine Townson, Gail Allen
1972 – Sarah Moon em Villa Les Tilleuls, Paris
Suzanne Moncurr, Mick Lindburg, Boni Pfeifer, Inger Hammer, Magritt Rahn, Barbara Trenthan
1973 – Brian Duffy em Londres, Reino Unido
Erica Creer, Sue Paul, Nicki Howorth, Kubi, Nicky Allen, Jane Lumb, Kate Howard, Vida, Penny Steel, Kari Ann, Elizabeth, Vicky Wilks
1974 – Hans Feurer nas Seychelles, África
Eva Nielson, Kim, Marana, Chichinou, Kathy Cochaux
1975 – 1983 – não publicado
1984 – Uwe Ommer nas Bahamas, América Central
Angie Layne, Suzy-Ann Watkins, Jane Wood, Julie Martin
1985 – Norman Parkinson em Edimburgo, Escócia
Anna, Cecilia, Iman, Lena, Sherry
1986 – Bert Stern in the Cotswolds, Inglaterra
Julia Boleno, Jane Harwood, Louise King, Deborah Leng, Suzy Yeo, Beth Toussaint, Gloria, Joni Flyn, Caroline Hallett, Samantha, Juliet, Clare Macnamara
1987 – Terence Donovan em Bath, Reino Unido
Ione Brown, Colette Brown, Naomi Campbell, Gillian De Turville, Waris Dirie
1988 – Barry Lategan em Londres, Reino Unido
Hugo Bregman, Briony Brind, Victoria Dyer, Nicola Keen, Kim Lonsdale, Sharon MacGorian, Naomi Sorkin, Carol Straker
1989 – Joyce Tennyson no Polaroid Studios, Nova York
Lisa Whiting, Nicky Nagel, Danielle Scott, Brigitte Luzar, Gilda Meyer-Nichof, Kathryn Bishop, Susan Allcorn, Susan Waseen, Rosemarie Griego, Akura Wall, Gretchen Heichholz, Rebecca Glen
1990 – Arthur Elgort em Sevilha, Espanha
Laure Bogeart, Laurie Bernhardt, Christina Cadiz, Anna Klevhag, Florence Poretti, Debrah Saron
1991 – Clive Arrowsmith na França
Alison Fitzpatrick, Lynne Koester, Monika Kassner, Paola Siero, Nancy Liu, Katherina Trug, Jackie Old Coyote, Tracy Hudson, Rachel Boss, Carole Jimenez, Saskia Van Der Waarde, Rina Lucarelli, Susie Hardie-Bick
1992 – Clive Arrowsmith em Almeria, Espanha
Alison Fitzpatrick, Julienne Davis, Judi Taylor
1993 – John Claridge nas Seychelles, África
Christina Estrada, Barbara Moors, Claudie
1994 – Herb Ritts na Paradise Island, Bahamas
Karen Alexander, Helena Christensen, Cindy Crawford, Kate Moss
1995 – Richard Avedon em New York, Estados Unidos
Nadja Auermann, Farrah Summerford, Naomi Campbell, Christy Turlington
1996 – Peter Lindbergh em El Mirage, Califórnia, Estados Unidos
Eva Herzigova, Nastassja Kinski, Kristen Mc Menamy, Navia, Carre Otis, Tatjanna Patitz
1997 – Richard Avedon em Nova York, Estados Unidos
Honor Fraser, Ling, Cordula, Sophie Patitz, Ines Sastre, Waris Dirie, Anna Klevhag, Monica Bellucci, Gisele, Kristina, Tatiana, Irina, Jenny Shimizu, Marie Sophie, Brandy, Julia Ortiz, Nikki Uberti
1998 – Bruce Weber em Miami, Estados Unidos
Tanga Moreau, Stella Tenant, Milla Jovovich, Charolyn Murphy, Eva Herzigova, Patricia Arquette, Shalom Harlow, Kristy Hume, Elaine Irwin Mellencamp, Georgina Grenville, Kiara, Rachel Roberts, Daryl Hannah. Convidados: Dermot Mulroney, Fred Ward, Ewan Mc Gregor, Dan O’Brien, BB King, Sonny Rollins, Bono, Paul Cadmus, Francesco Clemente, John Malkovich, Kelly Slater, Kris Kristofferson, Robert Mitchum
1999 – Herb Ritts em Los Angeles, Estados Unidos
Chandra North, Sophie Dahl, Karen Elson, Michele Hicks, Carolyn Murphy, Shirley Mallmann, Laetitia Casta, Audrey Marnay, Elsa Benitez, Bridget Hall, Angela Lindvall, Alek Wek
2000 – Annie Leibovitz em Rhinebeck, Nova York, Estados Unidos
Lauren Grant, June Omura, Mireille Radwan-Dana, Laetitia Casta, Alek Wek, Julie Worden, Jacqui Agyepong, Marjorie Folkman
2001 – Mario Testino em Nápoles, Itália
Gisele Bündchen, Aurelie Claudel, Karen Elson, Rhea Durham, Marianna Weickert, Fernanda Tavares, Angela Lindvall, Ana Claudia Michael, Liisa Winkler, Noemi Lenoir, Frankie Rayder, Carmen Kass
2002 – Peter Lindbergh em Los Angeles, Estados Unidos
Lauren Bush, Erika Christensen, Amy Smart, Bridget Moynahan, James King, Shannyn Sossamon, Selma Blair, Kiera Chaplin, Brittany Murphy, Monet Mazur, Rachel Leigh Cook, Mena Suvari, Julia Stiles
2003 – Bruce Weber no Cilento e em Paestum, Itália
Jessica Miller, Lisa Steiffert, Heidi Klum, Isabeli Fontana, Mariacarla Boscono, Natalia Vodianova, Karolina Kurkova, Sienna Miller, Alessandra Ambrosio, Rania Raslan, Bridget Hall, Sophie Dahl, Eva Riccobono, Yamila Diaz-Rahi, Filippa Hamilton, Valentina Stilla, Enrico Lo Verso, Alessandro Gassman, Tomasino Ganesh, Marcelo Boldrini, Jak Krauszer, Stephan Ferrara, Ajay Lamas
2004 – Nick Knight em Londres, Inglaterra
Adina Fohlin, Amanda Moore, Jessica Miller, Natalia Vodianova, Karolina Kurkova, Mariacarla Boscono, Esther de Jong, Frankie Rayder, Liberty Ross, Dewi Driegen, Ai Tominaga, Pollyanna McIntosh, Alek Wek
2005 – Patrick Demarchelier no Rio de Janeiro, Brasil
Adriana Lima, Julia Stegner, Michelle Buswell, Erin Wasson, Marija Vujovic, Fillipa Hamilton, Liliane Ferrarezi, Valentina, Diana Dondoe, Isabeli Fontana, Naomi Campbell
2006 – Mert and Marcus em Cap d’Antibes, França
Jennifer Lopez, Gisele Bundchen, Guinevere Van Seenus, Kate Moss, Karen Elson, Natalia Vodianova
2007 – Inez e Vinoodh na California, Estados Unidos
Sophia Loren, Penélope Cruz, Lou Doillon, Naomi Watts, Hilary Swank
2008 – Patrick Demarchelier em Xangai, China
Maggie Cheung, Agyness Deane, Lily Donaldson, Du Juan, Doutzen Kroes, Catherine McNeil, Mo Wan Dan, Sasha Pivovarova, Coco Rocha, Caroline Trentini, Gemma Ward
2009 – Peter Beard em Abu Camp/Jack’s Camp, Botswana
Daria Werbowy, Emanuela De Paula, Isabeli Fontana, Lara Stone, Rianne Ten Haken, Malgosia Bela, Mariacarla Boscono
2010 – Terry Richardson na Bahia, Brasil
Daisy Lowe, Georgina Stojiljokovic, Rosie Huntington, Eniko Mihalik, Catherine McNeil, Ana Beatriz, Abbey Lee Kershaw, Marloes Horst, Lily Cole, Miranda Kerr, Gracie Carvalho
2011 – Karl Lagerfeld em Paris, França
Bianca Balti, Elisa Sednaoui, Freja Beha Erichsen, Isabeli Fontana, Magdalena Frackowiak, Anja Rubik, Abbey Lee Kershaw, Lakshmi Menon, Heidi Mount, Erin Wasson, Natasha Poly, Lara Stone, Daria Werbowy, Iris Strubegger, Jeneil Williams, Baptiste Giabiconi, Sebastian Jondeau, Brad Kroenig, Garrett Negg, Jake Davis
2012 – Mario Sorrenti em Murtoli, Córsega, Itália
Isabeli Fontana, Natasha Poly, Saskia De Brauw, Lara Stone, Joan Small, Guinevere Van Seenus, Malgosia Bela, Edita Vilkevictiute, Kate Moss, Milla Jovovich, Margareth Made, Rinko Kikuchi
2013 – Steve McCurry no Rio de Janeiro, Brasil
Isabeli Fontana, Adriana Lima, Sonia Braga, Marisa Monte, Elisa Sedanoui, Petra Nemcova, Hanna Ben Abdesslem, Liya Kebede, Karlie Kloss, Kyleigh Kuhn, Summer Rayne Oakes
2014 – Celebrações para o 50º aniversário do Calendário em Milão
Calendário de 1986 por Helmut Newton, em Monte Carlo e Chianti
Antonia Dell’Atte, Susie Bick, Betty Prado
2015 – Steven Meisel em Nova York, Estados Unidos
Karen Elson, Anna Ewers, Isabeli Fontana, Gigi Hadid, Candice Huffine, Adriana Lima, Sasha Luss, Cameron Russel, Joan Smalls, Natalia Vodianova, Raquel Zimmerman
2016 – Annie Leibovitz em New York, United States
Yao Chen, Natalia Vodianova, Kathleen Kennedy, Agnes Gund and Sadie Rain Hope-Gund, Serena Williams, Fran Lebowitz, Mellody Hobson, Ava Duvernay, Tavi Gevinson, Shrin Neshat, Yoko Ono, Patti Smith, Amy Schumer
2017 – Peter Lindbergh em Berlim (Alemanha), Los Angeles, Nova York (Estados Unidos), Londres (Reino Unido) e Le Touquet (França)
Jessica Chastain, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Rooney Mara, Helen Mirren, Julianne Moore, Lupita Nyong’o, Charlotte Rampling, Lea Seydoux, Uma Thurman, Alicia Vikander, Kate Winslet, Robin Wright, Zhang Ziyi, Anastasia Ignatova
2018 – Tim Walker em Londres, Reino Unido
Adut Akech, Adwoa Aboah, Alpha Dia, Djimon Hounsou, Duckie Thot, Jaha Dukureh, King Owusu, Lil Yachty, Lupita Nyong’o, Naomi Campbell, RuPaul, Sasha Lane, Sean “Diddy” Combs, Slick Woods, Thando Hopa, Whoopi Goldberg, Wilson Oryema, Zoe Bedeaux
2019 – Albert Watson em Miami e Nova York, Estados Unidos
Laetitia Casta, Misty Copeland, Julia Garner, Gigi Hadid, Sergei Polunin, Calvin Royal III, Alexander Wang and Astrid Eika
2020 – Paolo Roversi em Paris (França) e Verona (Itália)
Claire Foy, Mia Goth, Chris Lee, Indya Moore, Rosalía, Stella Roversi, Yara Shahidi, Kristen Stewart and Emma Watson
2021 – not published
2022 – Bryan Adams em Los Angeles (Estados Unidos) e Capri (Itália)
Cher, Grimes, Jennifer Hudson, Normani, Rita Ora, Bohan Phoenix, Iggy Pop, Saweetie, St.Vincent, Kali Uchis and Bryan Adams
2023 – Emma Summerton em Nova York (Estados Unidos) e Londres (Reino Unido)
Lila Moss, Guinevere van Seenus, Adwoa Aboah, Karlie Kloss, Sasha Pivovarova, Lauren Wasser, Emily Ratajkowski, Cara Delevingne, Bella Hadid, Kaya Wilkins, Precious Lee, He Cong, Adut Akech e Ashley Graham
2024 – Prince Gyasi em Londres (Reino Unido), Acra e Kumasi (Gana)
Amoako Boafo, Angela Bassett, Margot Lee Shetterly, Amanda Gorman, Young Prince, Idris Elba, Jeymes Samuel, Marcel Desailly, Naomi Campbell, Prince Gyasi, Tiwa Savage, Teyana Taylor and His Majesty Otumfuo Osei Tutu II
2025 – Ethan James Green em Virginia Key Beach, Miami, Estados Unidos
Simone Ashley, John Boyega, Vincent Cassel, Elodie, Connie Fleming, Ethan James Green, Martine Gutierrez, Hoyeon, Padma Lakshmi, Hunter Schafer, Jenny Shimizu, Jodie Turner-Smith
2026 – Sølve Sundsbø em Norfolk e Essex, Londres (Reino Unido) e Nova York (Estados Unidos)
Adria Arjona, Du Juan, Eva Herzigová, FKA twigs, Gwendoline Christie, Irina Shayk, Isabella Rossellini, Luisa Ranieri, Susie Cave, Tilda Swinton, Venus Williams
2027 – Sølve Sundsbø, Raghu Rai com Avani Rai, na Índia
Aditi Rao Hydari, Anoushka Shankar, Avani Rai, Avantika Vandanapu, Bhavitha Mandava, Freida Pinto, Lakshmi Menon, Padma Lakshmi, Rupi Kaur, Ranveer Singh
